Mês: julho 2017

Plantão 90+3 nº 6 – Sport 2 x 0 Arsenal

Plantão 90+3 nº 6 – Sport 2 x 0 Arsenal

 

Hoje é dia de balada

O Sport venceu a partida de ida na ilha do retiro da Copa Sul-Americana contra o Arsenal Sarandí com dois gols de André e ficou em uma situação confortável para o jogo de volta na Argentina. E é por isso que está chegando a sexta edição do Plantão 90+3. Afinal, vai ter ou não vai ter balada? Com vocês, Plantão 90+3.

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Givanildo e o Santa Cruz

Givanildo e o Santa Cruz

Tudo Começou no já distante ano de 1968 quando o publicitário Paulo Duarte Levou o Então Ponta-Esquerda Givanildo ao Santa Cruz Futebol Clube, já “velho” para jogar no Juvenil, agradou o então treinador Gradim e permaneceu no plantel. O panorama não era favorável para “O Mais Querido”, longe dos títulos a 10 anos e vendo os rivais Sport e Náutico disputarem a hegemonia local. O Santa possuía a maior torcida do estado, mas não conseguia transformar em taças a fé do torcedor e os gastos com a construção do Arruda impossibilitava maiores investimentos no futebol. Então a solução foi apostar na base.

Sorte dos tricolores, na base havia alguns dos maiores jogadores da história coral, dentre eles Ramon (artilheiro do brasileiro de 73), Luciano Veloso (segundo maior artilheiro do clube), Fernando Santana (ponta-direita artilheiro dos PE de 69,70 e 72) e é claro Givanildo. A nova geração deu seu primeiro sinal de grandeza em um amistoso contra o Bahia em 31 de março de 1969 na ilha do retiro, Givanildo abriu o placar que resultaria em 5×2 para o tricolor pernambucano, que mais tarde seria campeão estadual daquele ano e em 73 pentacampeão, todos esses títulos capitaneados por Givanildo. Mas aquele time ainda não tinha alcançado seu auge até o Campeonato Brasileiro de 1975, quando após eliminar o flamengo de Zico (que já havia sido bola de ouro em 1974) em pleno maracanã, o Santa Cruz era o primeiro clube nordestino a chegar na fase final do brasileiro unificado e chegando com moral por ter feito a segunda melhor campanha da terceira fase e jogando por um empate na prorrogação em casa para pode ir para final.

Porém do outro lado havia o cruzeiro, time histórico que um ano depois seria campeão da libertadores, onde venceu a partida por 3×2. A pancada foi forte para o Santa, mas não para Givanildo, que em janeiro de 76 é pela primeira vez convocado para seleção. Ainda com a camisa tricolor é chamado para o torneio Bicentenário dos EUA, ganha a vaga de titular para Falcão e se sagra campeão.

A visibilidade faz se encerrar a primeira passagem no Santa, o volante chega em agosto de 76 ao Corinthians onde foi vice-campeão brasileiro no mesmo ano. Em 77 continua como titular no início do ano porem com o decorrer do campeonato é questionado pela torcida e acaba saindo antes do título histórico.

No dia 4 agosto de 1977 se inicia sua segunda passagem pelo Arruda e os títulos não demoraram. O bicampeonato de 78-79 era o sexto e o sétimo título dele pelo tricolor, mas o craque não tinha vindo pra ficar e em 1980 acerta sua segunda saída dessa vez para o Fluminense. Obtém pouco êxito nas laranjeiras e retorna a Pernambuco mas agora para o Sport.

Apesar de ser ídolo no rival, o já experiente Givanildo é aclamado em sua chegada a ilha. E como de costume foi campeão lá, aliás, tricampeão em 80,81 e 82. Títulos importantíssimos para o Leão que havia conquistado apenas 4 tentos em 20 anos e via seus rivais se aproximando. É no Sport que Givanildo começa a outra fase vencedora de sua carreira. Em 1983 apesar de ainda ser um dos destaques do time, vira do dia pra noite, treinador do clube.

Com a carreira impulsionada pelos títulos alagoano (CRB-1986) e paraense (Paysandu-1987), não demoraria para despertar interesse do time que defendeu tantas vezes como jogador, mas dessa vez não conseguiu repetir as vitorias pelo Tricolor e amargou o vice campeonato em 89 para o Náutico. Na década seguinte com o Sport, conquista os estaduais de 92 e 94. Esse último ano também vence a Copa do Nordeste de futebol e aumenta sua ligação com o rival. Já como treinador consolidado Givanildo volta ao Time do Povo em 1998 para salvar o clube do rebaixamento para a série c, consegue. Mas começa mal o ano de 99 e é demitido. Sai do Arruda para Belém onde é tricampeão estadual e conquista a copa dos campeões, maior título do Paysandu e da região Norte.

Já em 2005 mais uma volta ao Arruda, mas agora para ser campeão. Mesmo com um elenco desacreditado, o Santa Cruz conseguiu a taça sem precisar de finais e para fechar o glorioso ano, o tricolor fatura também o acesso a Série A após 5 anos.
O ano de 2006 era promissor, porem a ida do treinador para o Atlético Paranaense freou os ânimos corais que foram rebaixados aquele ano e no outro ano, e no outro ano também, até chegar a recém criada Série D no ano de 2009. E a quarta passagem do treinador olindense é justamente para tirar o Santa da quarta divisão. Em 2010 Givanildo chegava como salvador da pátria num clube em frangalhos e ver o Santa ser eliminado para o modesto Guarany de Sobral ainda nas oitavas.

7 anos se passaram desde a última passagem de Givanildo no Santa, nesse período ele solidificou a fama de rei do acesso contabilizando 5 subidas da B para A, e como maior treinador da história do América Mineiro e mais Recentemente de um quase acesso pelo rival Náutico e um título estadual pelo Ceará, porém com um começo irregular na Série B. É a sétima passagem dele pelo clube, a quinta como treinador. São 8 campeonatos estaduais e um acesso o que deixa muitos tricolores confiantes mais uma vez nessa parceria.

Ídolo Coral?

A importância de Givanildo na história do Santa Cruz é indiscutível, são 599 jogos com o manto coral (jogador que mais vezes atuou pelo Santa Cruz), a grande maioria deles como capitão, além de 7 títulos como jogador e 1 como treinador.

Currículo que já o credenciaria para maior jogador da história do clube. Mas a distância mantida entre Givanildo e o Santa me levantaram essa dúvida que se tornou maior quando consultei torcedores corais. Muitos respeitam bastante os números, outros tantos alegam certa ligação com o Sport demonstrada mais de uma vez, fato que a torcida do Santa tende a não aceitar bem quando o carinho não é reciproco como no caso de Rivaldo (mesmo que de formas diferentes). Por fim a relação de “Giva” com o Santa é tão confusa quanto a da torcida com ele. O que não há dúvidas é que Givanildo e Santa Cruz é uma relação vitoriosa.

Integrante do Podcast90+3
Plantão 90+3 n°5 – ABC 0 X 1 Náutico

Plantão 90+3 n°5 – ABC 0 X 1 Náutico

O Timba tá vivo! (?)

Finalmente o Náutico venceu na série B e foi contra o ABC fora de casa. Diante deste fato, não poderíamos deixar de gravar um Plantão 90+3. Dessa vez um plantão mais curto, dando destaque apenas ao jogo do Timbu. Acaba de cair na rede mais um Plantão 90+3.

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Podcast 90+3 – Episódio 3

Podcast 90+3 – Episódio 3

Tem que ter cunhão

Depois de uma semana sem plantão, está chegando a edição semanal do Podcast 90+3. A edição de número três, vem chegando bastante descontraída, abordando os destaques da série B, enfatizando o desempenho do Náutico e o Santa Cruz e também tudo sobre a série A, além do jogo do Sport na ilha. Com vocês, mais um episódio do Podcast 90+3.

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